
A vinheta do Jornal da Globo foi motivo de perplexidade na noite de ontem ( 17 de junho). Estava me preparando pra dormir quando os repórteres Willian Waack e Cristiane Pelagio noticiaram que o STF (Superior Tribunal Federal) tinha derrubado a obrigatoriedade do diploma de jornalista no exercício da função.
Em primeira instância pensei ajoelhar-me rapidamente e pedir, com todas as minhas forças, a Deus que tal notícia fosse apenas uma confusão feita pelos apresentadores. Fechei os olhos e esperei Willian dizer “perdão, erramos na transmissão desta informação”, mas foi em vão. Tentei, por um instante, até seguir o exemplo daqueles solipsistas citados pelo professor de filosofia numa de suas aulas, porém a realidade era dura, seca e incontestável. Dormi pensando no meu futuro jornalístico e por incrível que pareça, talvez até por ironia do destino, tive pesadelos naquela noite.
No dia seguinte achei que estava sendo dramático demais, pois ainda tinha pouquíssimo conhecimento sobre o assunto. Ao chegar à universidade conversei com alguns colegas e professores. Discutimos os benefícios e os malefícios que tal liminar poderá trazer para a classe jornalística. Realmente todos os cidadãos têm direito à liberdade de expressão, mas a função do jornalismo é arquitetar tal liberdade e passar a informação da maneira mais inteligível para a sociedade. Os profissionais de comunicação, por serem formadores de opiniões, devem estar devidamente preparados e capacitados para tal função. Por mais que se tenha uma vocação jornalística, a preparação sólida e consistente que a universidade oferece ainda é bastante necessária. Outro fator importante é o do aumento da manipulação dos grandes capitalistas perante o mercado jornalístico, pois a oferta de profissionais será ainda maior.
Espero que não vejamos na TV mais falastrões que ganham o dinheiro do povo pobre. E torço para que esta nova lei traga melhoras para o sistema de comunicação mundial, com uma orientação mais adequada e uma impessoalidade mais acentuada. Torço também para sofrer com tamanha perplexidade novamente, apenas no nascimento do meu primogênito.
Em primeira instância pensei ajoelhar-me rapidamente e pedir, com todas as minhas forças, a Deus que tal notícia fosse apenas uma confusão feita pelos apresentadores. Fechei os olhos e esperei Willian dizer “perdão, erramos na transmissão desta informação”, mas foi em vão. Tentei, por um instante, até seguir o exemplo daqueles solipsistas citados pelo professor de filosofia numa de suas aulas, porém a realidade era dura, seca e incontestável. Dormi pensando no meu futuro jornalístico e por incrível que pareça, talvez até por ironia do destino, tive pesadelos naquela noite.
No dia seguinte achei que estava sendo dramático demais, pois ainda tinha pouquíssimo conhecimento sobre o assunto. Ao chegar à universidade conversei com alguns colegas e professores. Discutimos os benefícios e os malefícios que tal liminar poderá trazer para a classe jornalística. Realmente todos os cidadãos têm direito à liberdade de expressão, mas a função do jornalismo é arquitetar tal liberdade e passar a informação da maneira mais inteligível para a sociedade. Os profissionais de comunicação, por serem formadores de opiniões, devem estar devidamente preparados e capacitados para tal função. Por mais que se tenha uma vocação jornalística, a preparação sólida e consistente que a universidade oferece ainda é bastante necessária. Outro fator importante é o do aumento da manipulação dos grandes capitalistas perante o mercado jornalístico, pois a oferta de profissionais será ainda maior.
Espero que não vejamos na TV mais falastrões que ganham o dinheiro do povo pobre. E torço para que esta nova lei traga melhoras para o sistema de comunicação mundial, com uma orientação mais adequada e uma impessoalidade mais acentuada. Torço também para sofrer com tamanha perplexidade novamente, apenas no nascimento do meu primogênito.
JOÃO LUCAS FAGUNDES


